Além dos impactos para saúde mental gerados pelo fato de acordarem ao som de tiros, muitos moradores não conseguiram sair ou voltar para suas casas, violando o seu direito de ir e vir.
Cerca de 300 agentes da Polícia Civil em 5 blindados e dezenas de viaturas estiveram em cinco favelas da Maré. Unidades de saúde não funcionaram e duas pessoas ficaram feridas, uma delas grávida e está em estado grave.
Fazendo pesquisas e projetos sobre violência e segurança pública há mais de 20 anos no Rio de Janeiro, me pergunto quantas vezes ouvi esse enredo e quantas foram as tragédias envolvendo crianças. A plataforma de dados Fogo Cruzado nos informa que só em 2020 foram 8 crianças mortas por balas perdidas no Rio de Janeiro.
A população fluminense viu crescer ao longo das últimas semanas o número de casos e mortes pelo novo coronavírus no estado do Rio, que nesta semana passou a ter a maior taxa de mortalidade do país, de acordo com levantamento do MonitoraCovid-19, desenvolvido pela Fiocruz. Ao todo são 131 mortes por 100 mil habitantes. Com isso, o levantamento indica também que o sistema de saúde, principalmente da cidade do Rio de Janeiro, está à beira de um colapso.
Moradores da Maré terão acesso a serviços gratuitos da Defensoria Pública e do CadMóvel Carioca nesta quinta-feira, 23 de julho, das 9h às 15h, no Galpão Saúde da Redes da Maré, localizado na Rua Guilherme Frota, 232.
Cooperação, produção de evidências e incidência política estão no centro da estratégia da nova Rede para fortalecer a Educação de Jovens e Adultos no Brasil