No Dia da Juventude do Brasil, Ministra visitou equipamentos da Redes da Maré, dialogou com jovens do território e reforçou a importância de ações de promoção da justiça racial
A ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros, esteve na Maré nesta terça-feira (22) para uma agenda que reuniu memória, participação da juventude e diálogos sobre os caminhos para o futuro da juventude negra. Através de histórias contadas por Helena Edir, Diretora da Redes da Maré, a programação revisitou o histórico de direitos conquistados ao longo dos anos no Conjunto de Favelas da Maré, e discutiu os desafios e as perspectivas para o futuro da juventude negra do território.
A agenda começou na Casa Preta da Maré, equipamento que atua na produção de conhecimento sobre questões relativas à raça e ao racismo na região. Durante a visita, Rachel Barros conheceu o espaço e as iniciativas desenvolvidas no local, além de conversar com as coordenações dos projetos sobre as experiências construídas a partir do território e os desafios enfrentados pela juventude negra.
Casa Preta como espaço de enfrentamento ao racismo estrutural
A Casa Preta da Maré surgiu em 2019 e tem como objetivo oferecer um espaço de formação para trabalhar as questões de raça na Maré. O equipamento busca, ainda, pensar ações para moradores do território, com destaque para a questão racial, impulsionando a incidência em políticas públicas para a população negra do conjunto de favelas.
Em entrevista ao Maré de Notícias, a ministra destacou o Plano Juventude Negra Viva (PJNV), estratégia voltada à promoção de direitos da juventude negra em diferentes dimensões. Rachel Barros também ressaltou a importância da formulação de políticas públicas voltadas às populações de territórios vulnerabilizados.
“Investir na juventude que mora em favela não é um gasto, é um investimento em desenvolvimento porque esse é um território que sempre traz inovação e trabalho coletivo”, afirmou.
Ao abordar a atuação das organizações de favelas, como a Redes da Maré e seus equipamentos, a ministra também destacou a contribuição desses projetos para a construção de políticas públicas de igualdade:
“Tudo aquilo que as organizações de favela fazem é para o desenvolvimento territorial, então pra gente isso é ensinamento sobre como promover políticas públicas de igualdade precisa estar acontecendo nesses territórios porque é daqui que a gente consegue enfrentar o racismo.”

A programação seguiu no Galpão RITMA, onde adolescentes e jovens atendidos pelo projeto Construindo Caminhos abriram a roda de conversa com a ministra. Durante a atividade, eles apresentaram desafios vivenciados no território e reivindicações relacionadas à garantia de direitos para a juventude.
O encontro também reuniu representantes da Escola Popular de Comunicação Crítica (ESPOCC), projeto do Observatório de Favelas, e do Luta pela Paz, além de integrantes do projeto Maré Por Justiça, projeto do Eixo Direito à Segurança Pública e Acesso à Justiça da Redes da Maré. A conversa abordou temas como garantia de direitos, juventude negra, acesso à Justiça, políticas públicas para favelas e o PJNV.
Após as apresentações dos coletivos e organizações, a ministra fez um pronunciamento sobre as ações do PJNV e destacou a importância da educação na construção de novos caminhos e perspectivas para a juventude.

