Novo método muda exame preventivo ginecológico na Maré

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Exame ginecológico preventivo passa por mudanças com a chegada do novo DNA-HPV nas clínicas da Maré. Com a novidade, as pacientes sem alterações clínicas graves poderão realizar o preventivo a cada 5 anos.

Por Gabrielle Gonçalves

Em maio de 2026, o Sistema Único de Saúde (SUS) iniciou a substituição gradual do exame ginecológico citopatológico para detecção do HPV — conhecido como Papanicolau —  para o exame molecular DNA HPV em toda a rede de saúde pública do Brasil. O tipo de rastreio, que era oferecido apenas na rede privada, já está disponível nas seis Unidades de Atenção Primária da Maré para mulheres entre 25 e 64 anos. Devido à maior eficiência no rastreio do vírus do HPV, o exame passa a ser realizado no intervalo de até 5 anos, a depender do diagnóstico da paciente.

O preventivo é avaliado por especialistas em Saúde da Mulher como o principal procedimento clínico de prevenção ao câncer de colo de útero. Ele é oferecido por toda a rede pública de saúde do Brasil, incluindo as seis unidades básicas de saúde da Maré. Até maio de 2026, o procedimento era feito por meio do exame Papanicolau, que identifica alterações em fase iniciais no colo do útero. Já o novo exame DNA-HPV reconhece a presença do vírus antes que ele chegue a provocar qualquer alteração ou lesão nas células, antecipando diagnósticos e tratamentos relacionados ao vírus do HPV.

Mesmo com a alteração do exame, o tipo de coleta não mudou. O procedimento continua sendo feito com o auxílio do “bico de pato”, instrumento introduzido na vagina para  a coleta de células do colo do útero. Veja abaixo as principais diferenças entre o exame Papanicolau e o teste DNA-HPV:

  • Exame Papanicolau
    • Analisa as células do colo do útero;
    • Identifica lesões ou alterações que podem desencadear quadros de câncer de colo de útero;
    • Repetido a cada 2 ou 3 anos em mulheres sem alterações clínicas graves.
  • Teste DNA-HPV
    • Detecta a presença do material genético (o DNA) do vírus, antes mesmo que as alterações das células estejam visíveis, como no Papanicolau;
    • Auxilia na identificação de subtipos do vírus do HPV, orientando as melhores estratégias de tratamento;
    • Repetido a cada 5 anos em mulheres sem alterações clínicas graves.

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